O Goldman Sachs alterou seus critérios para a composição do conselho, deixando de considerar raça, gênero e orientação sexual na avaliação de possíveis membros. A decisão foi tomada após um acordo com o National Legal and Policy Center, um grupo conservador sem fins lucrativos.
A mudança ocorre em um contexto de revisão das políticas de diversidade em empresas americanas.
Acordo com grupo conservador
O acordo entre o Goldman Sachs e o National Legal and Policy Center resultou na retirada de uma proposta de acionistas que exigia o fim dos critérios de diversidade para o conselho. O grupo, que possui participação no banco, tem pressionado diversas empresas a abandonar projetos de diversidade, equidade e inclusão.
Mudanças nas políticas
Em fevereiro do ano anterior, o Goldman Sachs abandonou a política que exigia que conselhos de administração de empresas americanas incluíssem mulheres e integrantes de grupos minoritários para que o banco atuasse como coordenador de suas ofertas públicas iniciais. No mesmo mês, a empresa também eliminou as metas explícitas para a composição racial e de gênero de suas turmas de recrutamento.
Em 2019, o então CEO do Goldman, David Solomon, e outros executivos declararam diversidade e inclusão como prioridade. Na época, foram estabelecidas metas para a composição racial e de gênero nas novas turmas de recrutamento.
Espera-se que o conselho do Goldman avance com a mudança nos critérios de diversidade para possíveis membros quando se reunir nesta semana.