Fundos globais de mercados emergentes aumentaram a exposição ao Brasil em 2025, com entrada líquida de US$ 4,7 bilhões em fundos de ações, de acordo com um levantamento do JPMorgan divulgado nesta terça-feira (6). O país foi o único da América Latina com esse status, figurando ao lado da Coreia do Sul, na preferência de 56 grandes gestores globais.
Brasil: único país da América Latina com preferência
O JPMorgan classificou o Brasil como “consensus overweight”, indicando que mais fundos possuem posições relevantes acima do peso do índice do que fundos subalocados. O país se destacou entre os mercados emergentes, enquanto China, Índia e Taiwan apresentaram subalocação.
Fluxo de capital e desempenho do Ibovespa
Em 2025, o Brasil registrou entrada líquida de US$ 4,7 bilhões em fundos de ações, um dos poucos emergentes com saldo positivo no ano. Esse movimento contribuiu para o desempenho recorde do Ibovespa. Mesmo com uma retirada moderada na última semana de dezembro, o fluxo anual permaneceu positivo, contrastando com saídas observadas em mercados como Índia e África do Sul. A América Latina, como um todo, teve US$ 5,6 bilhões em entradas líquidas, o melhor desempenho da região desde o início da década passada.
Cenário macroeconômico e projeções
Apesar da aposta, a leitura macroeconômica dos investidores para o Brasil em 2026 é mais contida, com inflação ainda elevada e expectativa de desaceleração do PIB. Em relação à política monetária, o Goldman Sachs projeta redução de até 250 pontos-base na taxa básica de juros, levando-a para 12,5%. O banco aponta que o Brasil deve continuar operando com déficits elevados e dívida em trajetória de alta, mantendo prêmios de risco fiscal acima da média regional.
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