Após a captura de Nicolás Maduro, a chamada “frota fantasma” de petroleiros venezuelanos, que operava secretamente para driblar sanções dos Estados Unidos, começou a revelar sua localização.
O superpetroleiro Marbella, que estava com seu paradeiro desconhecido há mais de um ano, ligou seu transponder e foi localizado na costa venezuelana, carregado com 1,9 milhão de barris de petróleo. A ação faz parte dos esforços do governo dos EUA e de empresas de commodities, como Vitol Group e Trafigura Group, para levar o petróleo venezuelano aos mercados.
A frota e as sanções
A frota fantasma era crucial para o regime de Maduro, que usava o petróleo como principal fonte de receita. Navios ocultavam suas localizações, identidades e destinos para evitar detecção e manter a produção. No ano anterior, 71 superpetroleiros ajudaram a entregar 400 mil barris por dia de petróleo venezuelano para refinarias na China, com quase seis embarcações por mês cruzando águas venezuelanas clandestinamente.
Entre os navios que falsificavam sinais estava o superpetroleiro Rene, usado para transportar petróleo sancionado para a Ásia. Em dezembro, seu GPS indicava estar perto da China, mas, após alguns dias, mostrou que estava na costa venezuelana, cenário improvável devido à duração da viagem.
Próximos passos
Após a captura de Maduro, em 3 de janeiro, os EUA afirmaram controle sobre o petróleo venezuelano. O presidente Donald Trump busca reconstruir a economia do país por meio da indústria petrolífera, com a expectativa de investimentos de US$ 100 bilhões. A Trafigura e a Vitol estão ajudando o governo dos EUA a comercializar até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano. A Vitol recebeu um lote inicial de 4,83 milhões de barris que já estavam a bordo de navios fantasmas.
O Marbella, que transporta petróleo confiado à Vitol, atualmente se dirige ao complexo de armazenamento de South Riding Point, nas Bahamas. Além disso, os fretes na rota do Caribe para o Golfo dos EUA dispararam, e outras rotas também registraram alta.
Quer receber mais notícias? Acesse nosso canal no WhatsApp.
Entrar no canal do WhatsApp