A escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República tem impactado os planos de partidos do Centrão para as eleições estaduais, com reflexos em diversas regiões do país. A decisão de Jair Bolsonaro em lançar o filho alterou as estratégias de diferentes legendas, que agora avaliam novos caminhos.
Partidos como o PSD, União Brasil e PP, que antes consideravam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como opção presidencial, agora reavaliam suas estratégias. A timidez no apoio a Flávio por parte de Tarcísio e a recusa do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em apoiar a candidatura de Flávio, demonstram o cenário de incerteza.
Impactos nos estados
A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro dificulta a formação de alianças em estados como Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Maranhão e Piauí. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não confirmou apoio a Flávio. Na Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) também resiste a se associar à pré-candidatura. Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) não deve apoiar Flávio.
Diante desse cenário, partidos como o PSD consideram lançar o governador do Paraná, Ratinho Júnior, ou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O Republicanos pode adotar neutralidade. O União Brasil tem usado a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pretexto para não apoiar Flávio.
A mais recente pesquisa Quaest aponta Lula com 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Flávio Bolsonaro. Em um cenário de segundo turno, Lula teria 45% contra 38% de Flávio. A avaliação é que Flávio Bolsonaro não tem apelo eleitoral em alguns estados e enfrenta resistência dos partidos do Centrão.
Os partidos do Centrão ainda avaliam diferentes caminhos, sem uma decisão unificada. A tendência é que algumas legendas liberem alianças com o PT em alguns estados.
A articulação de alianças e definição de apoios em nível estadual devem ser os próximos passos.
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