A disputa por apoio de líderes evangélicos se intensificou entre os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
A movimentação envolve agendas em igrejas, encontros e articulações com líderes religiosos. Esse segmento, que representa 26,9% da população brasileira, se tornou estratégico na busca por votos.
Disputa por espaço
Flávio Bolsonaro teve dificuldades em dialogar com líderes evangélicos. Parte do grupo o acusou de descumprir um acordo político para indicação ao Senado em São Paulo.
O acordo, que envolvia o ex-presidente Jair Bolsonaro, não foi concretizado. A vaga passou a ser disputada por diferentes alas do PL, gerando tensão interna.
O deputado Marco Feliciano cobrou Flávio Bolsonaro publicamente. Interlocutores do segmento afirmam que se sentem preteridos após negociações frustradas, como na disputa ao Senado em 2022.
Essa situação abriu espaço para que lideranças buscassem alternativas, favorecendo a entrada de Ronaldo Caiado.
Estratégias de aproximação
Caiado intensificou a aproximação com operadores religiosos e ofereceu espaço político em sua estrutura, inclusive com apoio do bispo Samuel Ferreira.
Flávio Bolsonaro segue um roteiro estruturado para se aproximar dos religiosos, centralizado no deputado Sóstenes Cavalcante. A estratégia prioriza igrejas conforme tamanho e capacidade de mobilização.
Após agendas com a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), a campanha mira outras denominações, como igrejas Quadrangular, batistas e a Congregação Cristã no Brasil. A Assembleia de Deus Ministério Madureira também está no foco.
A ida de Flávio Bolsonaro à igreja do pastor Silas Malafaia está prevista para maio. Malafaia declarou que deve apoiá-lo. Parte das estruturas da Igreja Universal do Reino de Deus segue fora do alcance direto da campanha.
Caiado tenta se aproximar por meio de operadores religiosos, com o deputado Otoni de Paula como articulador da campanha. Zema evita transformar o segmento religioso em eixo central, mas participa de eventos pontuais.
O bispo Robson Rodovalho indicou disposição para conversar com diferentes pré-candidatos.



