A Mozilla corrigiu 22 falhas de segurança no navegador Firefox com o auxílio da inteligência artificial Claude, da Anthropic. A informação foi divulgada na sexta-feira (06/03).
A equipe da Anthropic apresentou 112 relatórios de bugs em duas semanas. Desses, 14 foram classificados como de alta gravidade, além das 22 vulnerabilidades de segurança. Os demais relatórios envolviam problemas como travamentos ou erros de lógica.
Como a IA identificou as vulnerabilidades
Pesquisadores da Anthropic utilizaram o Claude Opus 4.6 para analisar o código do Firefox em busca de falhas. O processo iniciou com a reprodução de vulnerabilidades conhecidas para verificar a capacidade do modelo em identificar padrões.
Em seguida, o sistema foi instruído a procurar problemas inéditos na versão atual do navegador, começando pelo mecanismo JavaScript. O modelo identificou uma falha do tipo use-after-free, relacionada ao gerenciamento de memória. A falha foi reproduzida em testes e relatada por meio do sistema Bugzilla.
As correções foram incluídas no Firefox 148, lançado em fevereiro.
Apesar da capacidade de identificar problemas, os testes indicam que transformar essas vulnerabilidades em ataques reais é mais difícil para o modelo de inteligência artificial.
O engenheiro sênior da Mozilla, Brian Grinstead, afirmou que uma única vulnerabilidade, mesmo grave, não é suficiente para comprometer o navegador.



