A cerimônia realizada no Palácio do Planalto em 8 de janeiro, para marcar os três anos dos ataques, evidenciou o desgaste na relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso Nacional. O evento ocorreu sob o impacto do anúncio do veto integral ao projeto de lei da dosimetria das penas, aprovado pelo Parlamento no fim de 2025.
Ausências e Reações ao Veto
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, não compareceram ao evento, apesar de formalmente convidados. Segundo aliados, Motta foi avisado por Lula sobre o veto integral. A decisão do Planalto de vetar o texto aprovado pelo Congresso, com larga maioria, tende a complicar a relação entre os Poderes no início do ano legislativo.
Contexto da Dosimetria e Votações
O veto anunciado por Lula recai sobre um projeto aprovado com 291 votos a 148 na Câmara e 48 a 25 no Senado. A proposta alterava regras de dosimetria penal aplicáveis aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. A votação no Senado expôs tensões internas no governo. O líder do governo na Casa, Jaques Wagner, defendeu o avanço da dosimetria em troca de apoio para destravar a pauta econômica.
Movimentações no Congresso e Possível Reversão
Após a confirmação do veto, o deputado Paulinho da Força, relator do projeto na Câmara, reuniu-se com o senador Esperidião Amin, relator no Senado, sinalizando organização para derrubar a decisão presidencial. Aliados de Motta e Alcolumbre afirmam que há votos suficientes para reverter o veto em sessão do Congresso.
O episódio se soma a outros atritos recentes entre Planalto e Senado, como a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, contribuindo para um clima de desconfiança entre governo e Legislativo.
Quer receber mais notícias? Acesse nosso canal no WhatsApp.
Entrar no canal do WhatsApp