O Brasil se encontra em uma posição mais forte para negociar com os Estados Unidos, avalia Ian Bremmer, fundador e presidente da Eurasia Group. Segundo ele, a ausência de questões de segurança nacional na pauta de discussões entre os dois países, com o foco predominantemente em comércio, confere ao Brasil uma vantagem estratégica.
Foco em comércio e menor influência de Trump
Em coletiva de imprensa realizada na segunda-feira, 5, Bremmer destacou que a influência de Donald Trump no comércio global tende a diminuir em 2026. Essa agenda comercial marcou o primeiro ano de seu governo, impactou a economia norte-americana e chegou a ser objeto de litígios na Suprema Corte dos EUA. Bremmer ressaltou que, por ser o comércio o principal ponto de fricção, o Brasil sente menos os efeitos da chamada “Doutrina Monroe”, termo usado por Trump para definir sua estratégia de priorizar a América Latina e o Hemisfério Ocidental para os EUA.
Tarifas e a economia americana como fator decisivo
O presidente da Eurasia Group relembrou que, em 2025, Trump impôs tarifas ao Brasil, mas posteriormente recuou, mesmo sem o Brasil ter cedido em suas posições. Bremmer atribuiu essa reversão à influência da economia interna dos Estados Unidos. “Os EUA estão menos capazes e dispostos a usar a arma das tarifas globalmente da maneira como fizeram em 2025”, comentou Bremmer durante a entrevista.
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