A dívida dos Estados Unidos, que ultrapassa US$ 38 trilhões, e o anúncio de intervenção na Venezuela pelo presidente Trump, intensificam as preocupações sobre o déficit fiscal americano, segundo economistas. O adiamento de tarifas sobre importações também contribui para o cenário.
Dívida americana e preocupações no mercado
O banco UBS, em análise sobre o mercado financeiro, aponta que a ação na Venezuela é um ponto central para investidores ao avaliar o risco da dívida americana em 2026. A trajetória fiscal dos Estados Unidos, e o endividamento do país, têm sido motivo de preocupação para figuras como Jamie Dimon, do JPMorgan, e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
Adiamento de tarifas e seus impactos
A Casa Branca adiou o aumento de tarifas sobre móveis estofados, armários de cozinha e bancadas, medida que estava prevista para janeiro. Paul Donovan, economista-chefe do UBS, afirmou que o adiamento de tarifas representa um aperto fiscal adiado nos EUA, com implicações no crescimento e no tamanho do déficit fiscal.
Custo da intervenção na Venezuela
O déficit acumulado do governo no ano fiscal de 2026 já somava US$ 439 bilhões em novembro, segundo o Bipartisan Policy Centre. A intervenção na Venezuela pode adicionar custos, com estimativas variando de bilhões a centenas de bilhões de dólares, dependendo da duração e da extensão da ação. O professor Kent Smetters, de Wharton, afirma que o custo dependerá da condução da intervenção.
Reações de especialistas
Desmond Lachman, pesquisador sênior do American Enterprise Institute, aponta que a intervenção na Venezuela levanta questionamentos sobre a confiabilidade dos EUA como parceiro. Lachman destaca que o déficit orçamentário já é preocupante e que a situação na Venezuela tende a piorar esse cenário.
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