O resultado primário de 19 empresas estatais apresentou um déficit de R$ 5,1 bilhões em 2025, conforme divulgado pelo Ministério da Gestão e Inovação (MGI). O valor está dentro da meta prevista pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estimava um déficit de R$ 6,2 bilhões.
O MGI informou que o resultado está alinhado ao déficit de R$ 5,1 bilhões apurado pelo Banco Central, considerando 20 empresas, incluindo as 19 acompanhadas pelo governo e a ENBPar.
Impacto de investimentos e dividendos
O MGI declarou que o investimento e o pagamento de dividendos das estatais impactaram o resultado.
Em 2025, as 20 empresas incluídas nas estatísticas do Banco Central investiram juntas R$ 5,1 bilhões e pagaram R$ 1,6 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio até junho do mesmo ano. O MGI explicou que investimentos e dividendos são contabilizados como despesas, influenciando o resultado primário.
O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, mencionou o déficit durante uma entrevista coletiva sobre as estatísticas fiscais.
Déficit da Emgepron
O resultado da Emgepron, com um déficit de R$ 2,8 bilhões, contribuiu para o déficit total. A empresa realizou investimentos de R$ 2,6 bilhões em 2025 e está desenvolvendo um projeto de construção de fragatas.
Apesar do déficit fiscal, a estatal registrou lucro de R$ 254 milhões no acumulado até setembro.
O MGI apontou que é comum empresas dependentes do governo registrarem déficit e lucro simultaneamente. Em 2025, 16 das 20 empresas registraram lucro, enquanto quatro tiveram prejuízo. Oito empresas apresentaram lucro e déficit fiscal ao mesmo tempo.
Os Correios apresentaram prejuízo de R$ 6,057 milhões até setembro de 2025, além de um déficit de R$ 1,047 bilhão.