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Estados Unidos criticam Pix e políticas brasileiras em relatório de comércio

O governo dos Estados Unidos voltou a criticar o sistema de pagamentos instantâneos Pix e as políticas regulatórias do Brasil em relação às empresas de tecnologia americanas. A informação consta em um relatório sobre as relações comerciais entre os países, divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

O documento, publicado na terça-feira, retoma pontos levantados em relatórios anteriores sobre barreiras comerciais a produtos americanos e em investigações comerciais contra o Brasil.

Relatório de Estimativa Nacional do Comércio

O Relatório de Estimativa Nacional do Comércio de 2026 sobre Barreiras ao Comércio Exterior, com 534 páginas, dedicou oito páginas ao Brasil. O Pix foi apontado como um dos focos de preocupação.

O USTR alega que pode haver um “tratamento preferencial” do Banco Central ao Pix. Essa situação, na avaliação do órgão, poderia desfavorecer empresas estrangeiras que oferecem serviços de pagamento eletrônico, como bandeiras de cartão de crédito americanas.

A agência destaca que o uso do Pix é obrigatório para instituições financeiras com mais de 500 mil contas.

Protecionismo brasileiro

O USTR também afirma que o Brasil mantém “tarifas relativamente altas” sobre importações em diversos setores, como automóveis, tecnologia da informação, eletrônicos, produtos químicos, plásticos, máquinas industriais, aço e têxteis.

Segundo o relatório, exportadores americanos enfrentam incertezas no mercado brasileiro porque o governo pode alterar tarifas dentro da flexibilidade permitida pelas regras do Mercosul.

Pirataria e Mercosul

O documento aborda questões ligadas à propriedade intelectual e à pirataria. O USTR reconhece avanços nos últimos anos, mas afirma que ainda há desafios de fiscalização no país, citando “a ausência de penalidades com nível dissuasório e altos níveis de falsificação on-line e em mercados físicos”.

O relatório menciona a Rua 25 de Março, em São Paulo, que aparece na Revisão de Mercados Notórios por Falsificação e Pirataria de 2025 devido à venda de mercadorias pirateadas.

A agência também afirma que punições mais severas e maior fiscalização na região da tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai seriam importantes no combate à pirataria.

A Estimativa Nacional de Comércio é um relatório anual publicado pelo USTR que lista o que o governo americano considera barreiras às exportações de bens e serviços dos Estados Unidos.

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