A Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) não reconheceu o atestado médico de 60 dias apresentado por Rebeca Ramagem, esposa de Alexandre Ramagem, com validade até 20 de fevereiro.
A PGE-RR alega que a servidora faltou a duas perícias presenciais agendadas para validar a licença.
Pedido de perícia remota negado
Rebeca Ramagem, que acompanha o marido nos Estados Unidos desde novembro, solicitou perícia em modelo remoto. O pedido foi negado.
Sem comparecimento presencial, a aprovação não foi concedida. Isso gerou apuração administrativa interna sobre as ausências.
Na quinta-feira, 19 de fevereiro, o Procurador-Geral do estado, Tyrone Mourão, decretou o retorno de Rebeca ao trabalho presencial. Ela classificou o episódio como “perseguição política”.
Solicitação de férias
Em resposta à negativa do afastamento, Rebeca Ramagem solicitou a execução de 78 dias de férias acumuladas, a partir de 20 de fevereiro.
A Procuradoria também respondeu às acusações de perseguição política. Em nota, a Procuradoria afirmou que a servidora não exerce teletrabalho desde agosto de 2020, apesar de ter declarado que atua remotamente desde 2016.
Rebeca Ramagem solicitou remoção definitiva para a Coordenadoria da PGE em Brasília, onde não havia teletrabalho.
Rebeca Ramagem está afastada do trabalho desde 17 de novembro de 2025, quando solicitou férias até 28 de novembro. Ela viajou para Miami com as filhas para estar com o marido, o ex-deputado Alexandre Ramagem, foragido.
Em 23 de novembro, ela solicitou a extensão das férias até 19 de dezembro. Em 22 de dezembro, apresentou um atestado de 60 dias solicitando licença médica. O pedido foi negado em 20 de fevereiro.
A esposa de Ramagem recebia salário bruto de R$ 46 mil, mas teve o pagamento suspenso e as contas bloqueadas em 12 de dezembro por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.