A guerra com o Irã causou a elevação dos preços do petróleo em mais de 50% globalmente, afetando os custos da gasolina. Apesar disso, os Estados Unidos sentem um impacto menor em comparação com o passado.
A economia americana utiliza menos energia por unidade de produção, sendo menos “intensiva em energia”. Setores como saúde, varejo e entretenimento, que demandam menos energia, empregam 114 milhões de pessoas, superando os 21 milhões de empregos em setores produtores de bens.
As máquinas utilizadas nos EUA são mais eficientes desde os anos 1970. O veículo leve novo médio faz 11,9 km por litro de gasolina, ante 5,53 km em 1975, segundo dados do Departamento de Transportes.
Economistas do Wells Fargo estimam que um aumento de 50% nos preços do petróleo teria um impacto menor hoje do que nos anos 1980.
Os Estados Unidos se tornaram o maior produtor mundial de petróleo e gás, com extração por fraturamento hidráulico. A suspensão da proibição às exportações de gás natural em 2015 também impactou os preços.
Apesar do aumento na produção, não está claro se as empresas americanas aumentarão a produção. A concorrência de preços no passado levou empresas à falência. A professora de economia Christiane Baumeister, da Universidade de Notre Dame, aponta que as empresas podem priorizar os lucros em vez de reinvestir na expansão.
Tarifas sobre aço e alumínio elevaram o custo de produção, impactando o número de plataformas de petróleo em operação, que caiu 7% em relação ao ano anterior.
O setor de extração, perfuração e serviços de campos de petróleo emprega cerca de 363 mil pessoas, representando 0,2% do total de empregos.
O setor de petróleo e gás representa 3,2% do índice S&P 500, abaixo dos 5,5% de uma década atrás.
A indústria de petróleo e gás teve resultados impulsionados pela alta dos preços, após conflitos.
A dependência da economia americana do petróleo mudou ao longo do tempo.