O dólar à vista operou em queda ante o real nesta segunda-feira (5), após ter iniciado o dia em alta. A reversão no pregão foi influenciada pelo desenrolar da prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos durante a madrugada de sábado. No exterior, a moeda norte-americana registrava ganhos frente a diversas divisas.
Desdobramentos da Captura de Maduro nos EUA
Por volta das 14h53, o dólar à vista apresentava queda de 0,45%, cotado a R$ 5,400 na venda. O dólar futuro também operava em baixa, com recuo de 0,03%, atingindo R$ 5,453. O dólar comercial registrava compra a R$ 5,399 e venda a R$ 5,400.
Após fechar em queda superior a 1% na sexta-feira, o dólar abriu em alta nesta segunda-feira, com investidores atentos aos desdobramentos da operação dos EUA que resultou na captura de Nicolás Maduro. No domingo, o presidente Donald Trump declarou a jornalistas que poderia ordenar novos ataques caso a Venezuela não cooperasse com os esforços americanos para reabrir sua indústria petrolífera e combater o narcotráfico. Trump também ameaçou com ações militares na Colômbia e no México.
Cenário Econômico Local e Internacional
Em um contexto geopolítico de tensão, o dólar chegou a subir ligeiramente, mas analistas indicam que é cedo para caracterizar essa alta como duradoura. O relatório mensal de emprego dos Estados Unidos, previsto para sexta-feira, é apontado como um fator crucial para moldar as expectativas sobre a política monetária, o que tem maior peso para a trajetória do dólar.
No cenário doméstico, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, apontou uma leve elevação nas expectativas de inflação para 2026. A estimativa para o IPCA em 2026 subiu de 4,05% para 4,06%. Por outro lado, as projeções para 2025 apresentaram recuo pela oitava semana consecutiva, passando de 4,32% para 4,31%.
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