A consultoria portuguesa Vide de Grunwald planeja entrar no mercado brasileiro com a proposta de criar blue clusters, ecossistemas regionais que reúnem startups, empresas, universidades e investidores em torno de soluções para o mar, rios e zonas costeiras. O projeto é liderado por Pedro Bobião, fundador da consultoria, que prevê a possibilidade de desenvolver o primeiro “unicórnio de economia azul” no país.
Trajetória do Fundador
Pedro Bobião tem experiência em reestruturações, ramp-ups e gestão financeira, com passagens por fundos de private equity e empresas em diversas regiões. Ele foi líder de operações de portfólio no fundo Ocean 14 Capital e CEO interino da Tilabras no Brasil. Bobião também atuou em cargos executivos na Aion, na Noruega, na BvD-Moody’s Analytics e na Telemedia Interactv Brasil. A mudança para a economia azul ocorreu em 2014.
Funcionamento dos Clusters
A Vide de Grunwald foi fundada entre 2021 e 2022. A consultoria acredita que as startups de economia azul não surgem em grandes centros de tecnologia. Bobião afirma que os clusters funcionam como base para o desenvolvimento dessas empresas, integrando diversos agentes. O modelo prevê que cidades fora do eixo tradicional de inovação se tornem polos relevantes, do Norte ao Sul do Brasil. A empresa planeja abrir um escritório no país, com a localização ainda em definição.
Próximos Passos e Captação de Recursos
A Vide de Grunwald está em negociações com governos e avaliando oportunidades de colaboração. O objetivo é levantar entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões em blended capital para iniciar o projeto no Brasil. A consultoria já desenvolve projetos semelhantes em países da África, como Marrocos, Costa do Marfim, Cabo Verde e Quênia. A longo prazo, a visão é de ter mil clusters.
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