Um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em março de 2026, causou interrupções em viagens internacionais, afetando milhões de pessoas e ameaçando a indústria global do turismo, avaliada em US$ 11,7 trilhões, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC).
Zoey Gong, que viajava de Paris para Xangai, teve seus planos alterados e precisou pagar mais que o dobro do valor original da passagem.
Impactos na aviação
O conflito desencadeou uma crise na aviação, com mais de um milhão de pessoas retidas devido ao fechamento de espaços aéreos. A empresa de dados de aviação Cirium informou que mais de 20 mil voos foram suspensos desde o início dos ataques.
As buscas por seguros de viagem do tipo “cancelamento por qualquer motivo” aumentaram em 18 vezes, de acordo com a Squaremouth.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou cidadãos americanos na região a deixar o local. O governo está organizando voos fretados para cidadãos que desejam retornar da Arábia Saudita, Israel, Emirados Árabes Unidos e Catar.
Outras áreas afetadas
Destroços caíram perto do hotel Fairmont The Palm, em Dubai, ferindo quatro pessoas. O hotel Burj Al Arab registrou um incêndio após ser atingido por destroços de um drone iraniano.
O navio MSC Euribia, da MSC Cruises, com mais de 6.300 passageiros, ficou retido em Dubai. A empresa informou que está buscando voos para os passageiros afetados e cancelou viagens com saída de Dubai durante o inverno.
A companhia aérea australiana Qantas alterou sua rota entre Perth e Londres, com parada para reabastecimento em Singapura, o que também permitiu o embarque de mais passageiros.
A guerra e outros incidentes ocorrem em um momento em que a indústria de viagens apostava em opções premium. No México, a Delta Air Lines reduziu voos para Puerto Vallarta, e Alaska Airlines e Southwest Airlines também diminuíram operações.