A indústria brasileira de fundos de investimento atingiu R$ 10,7 trilhões em patrimônio líquido em 2025, conforme análise da XP.
Clara Sodré, analista de fundos da XP, afirmou que o marco de R$ 10 trilhões demonstra a escala, a concentração e a crescente necessidade de seleção por parte do investidor.
Queda no número de novas gestoras
Entre 2019 e 2020, o CDI médio era próximo de 4% ao ano e surgiram 76 novas gestoras. Já entre 2022 e 2025, com juros acima de 12% ao ano, esse número caiu para 58, uma redução de 24%, além de um aumento nos movimentos de fusões, aquisições e encerramento de operações.
Concentração de recursos
Em 2022, as 20 maiores gestoras detinham 71% do patrimônio da indústria. Em 2025, essa fatia subiu para 75%. No mercado global, o índice avançou de 43% em 2019 para 47% em 2024.
Sodré explicou que o Brasil apresenta níveis de concentração mais elevados em comparação ao exterior.
A renda fixa segue como principal classe da indústria. Os Fundos de Investimento em Participações (FIPs) lideraram a captação, com aproximadamente R$ 60 bilhões, seguidos pelos FIDCs.
Luiz Felippo, analista de fundos da XP, disse que o atual ciclo favoreceu gestoras com estrutura multiproduto e processos sólidos.
Rafaella Reale, da área de parcerias de fundos da XP, destacou que o crescimento dos fundos ilíquidos está ligado a três fatores: menor sensibilidade à volatilidade de curto prazo, captura de prêmio de liquidez e amadurecimento tanto da indústria quanto do investidor.
A indústria brasileira de fundos entra em 2026 com 1.045 gestoras e cerca de 43 milhões de cotistas.