A China reduziu ligeiramente sua meta de crescimento e manteve os gastos fiscais no discurso do primeiro-ministro Li Qiang, em meio a um cenário global volátil, incluindo a visita de Donald Trump e tensões no Oriente Médio.
A meta de crescimento foi reduzida, e os gastos fiscais permaneceram estáveis em comparação com o ano anterior. A posição sobre Taiwan não sofreu alterações significativas.
A economia chinesa avançou 5% em 2025, impulsionada por um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão. A China aumentou os gastos com defesa em 7%.
Contexto Econômico
O ambiente externo para o desenvolvimento econômico da China tornou-se mais complexo e volátil, segundo Shen Danyang, funcionário do Conselho de Estado. O governo avalia incertezas como os preços globais do petróleo e a velocidade de crescimento da economia no primeiro trimestre.
O líder republicano Donald Trump deve visitar Pequim em 31 de março para uma cúpula com o presidente Xi Jinping. Após a derrubada das tarifas emergenciais de Trump, negociadores comerciais devem se reunir em Paris.
Medidas e Perspectivas
Em uma proposta preliminar para os próximos cinco anos, autoridades prometeram aumentar o salário mínimo. Também prometeram reprimir a “involução”, que se espalhou por diversos setores. Os formuladores de políticas reconhecem que não há uma solução única, especialmente ao tentar proteger empregos.
O governo central investirá em ciência e tecnologia, com um aumento de 10% no orçamento, chegando a 426 bilhões de yuans (US$ 62 bilhões).
A digitalização da economia com IA assumiu uma prioridade maior. Economistas do Societe Generale SA afirmam que a tecnologia e a autossuficiência ainda vêm em primeiro lugar.
A China deve manter o superávit comercial, apesar da pressão internacional.
A China reduziu a meta de crescimento em meio a um cenário de instabilidade global.