A China celebra o Ano do Cavalo de Fogo em 17 de fevereiro de 2026. Especialistas analisam a economia chinesa e seus impactos no Brasil.
Apesar do crescimento de 5% no ano anterior, a China enfrenta um desequilíbrio entre oferta e demanda. O índice de preços ao consumidor recuou pelo 40º mês consecutivo em janeiro. O índice de preços ao consumidor subiu 0,2% em janeiro na comparação anual, enquanto as vendas no varejo cresceram no ritmo mais lento desde 2020.
Setor imobiliário chinês
O governo chinês tem adotado medidas para fortalecer o consumo interno. Analistas apontam que o plano estatal reduziu o risco de um colapso no setor imobiliário, mas a retomada do crescimento ainda é incerta. O investimento imobiliário caiu 17,2%, e cerca de 80 milhões de imóveis não vendidos continuam no mercado.
As vendas de imóveis novos caíram ao nível mais baixo em mais de 15 anos, e os preços de apartamentos usados diminuíram.
Exportação de deflação e efeitos no Brasil
A indústria chinesa tem direcionado o excesso de produção para o mercado internacional. A exportação de deflação pressiona os preços internacionais para baixo. Para a indústria brasileira, o impacto é assimétrico.
Setores como siderurgia e metalurgia podem enfrentar maior concorrência, enquanto a importação de insumos a preços menores pode ter um efeito desinflacionário. No setor de mineração, a demanda da construção civil chinesa deve manter os preços sob pressão.
No agronegócio, a China deve usar seu poder de compra para negociar preços. Frigoríficos brasileiros podem enfrentar pressão competitiva devido aos investimentos chineses na criação de frango e porco.
Para investidores brasileiros, a recomendação é de seletividade. O cenário geopolítico e a transição da China para uma economia de consumo podem apresentar riscos.


