WUXI, China — A China consolidou sua posição de destaque no mercado global de terras raras, um conjunto de 17 metais essenciais para a indústria, por meio de décadas de planejamento e investimento. A história da dominação chinesa no setor remonta a 1964, com a descoberta de uma vasta jazida na província de Baotou.
Primeiros Passos e Desenvolvimento Militar
Em 1964, geólogos identificaram uma grande jazida de terras raras na China, considerada a maior do mundo. Deng Xiaoping, então dirigente do Partido Comunista Chinês, enfatizou a importância de desenvolver a produção desses minerais. Na década de 1970, o Exército de Libertação do Povo iniciou um programa de pesquisa para explorar usos militares das terras raras. Xu Guangxian, após a Revolução Cultural, liderou pesquisas para refinar amostras puras desses metais para uso em lasers.
Consolidação e Expansão sob Wen Jiabao
Na década de 1980, Deng Xiaoping continuou a impulsionar o desenvolvimento do setor. Sob a liderança de Wen Jiabao, a China consolidou empresas, transformando-as em um braço controlado pelo governo. Wen fechou minas ilegais e lidou com a poluição, impulsionando o crescimento e a especialização da indústria.
Uso Estratégico e Armas Comerciais
Em 2019, Xi Jinping classificou as terras raras como um recurso estratégico. A China utilizou os metais como ferramenta em disputas comerciais, impondo controles de exportação para influenciar decisões comerciais de outros países. Em 2010, o país impôs um embargo de exportação de terras raras para o Japão, forçando o governo japonês a ceder em questões territoriais. A China produz 90% das terras raras e ímãs de terras raras do mundo.
Investimentos em Educação e Pesquisa
Atualmente, a China concentra esforços na formação de técnicos e pesquisadores, oferecendo programas universitários específicos. A refinaria em Wuxi, perto de Xangai, se tornou a única fonte mundial de disprósio, um elemento crucial para a fabricação de capacitores em chips de inteligência artificial. Recentemente, Pequim interrompeu as exportações de disprósio e outras seis terras raras para os EUA e aliados, demonstrando a determinação em proteger sua liderança tecnológica. Além disso, as autoridades confiscaram passaportes de técnicos para evitar a fuga de informações estratégicas.
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