WUXI, China — A China consolidou sua posição dominante no mercado de terras raras ao longo de décadas, utilizando o recurso como ferramenta estratégica na economia global, com ações que remontam a 1964.
Descoberta e Desenvolvimento Inicial
Em abril de 1964, geólogos chineses identificaram uma vasta jazida de terras raras em uma mina de minério de ferro perto de Baotou. Deng Xiaoping, então figura proeminente do Partido Comunista Chinês, visitou o local e declarou a necessidade de desenvolver tanto o aço quanto as terras raras. A importância desses metais, essenciais em diversas aplicações, incluindo carros e armamentos, impulsionou o planejamento e investimento do país.
Consolidação e Expansão da Indústria
Na década de 1970, o Exército de Libertação do Povo iniciou pesquisas sobre aplicações militares para as terras raras. Nas décadas seguintes, Deng Xiaoping, junto com Wen Jiabao, intensificou o desenvolvimento, transformando a indústria fragmentada em um setor controlado pelo governo. Wen fechou minas ilegais e enfrentou a poluição do setor, impulsionando o crescimento e a especialização. Em 2019, Xi Jinping descreveu as terras raras como um “importante recurso estratégico” e as utilizou em negociações comerciais.
Uso Estratégico e Conflitos Comerciais
Em 2010, a China impôs um embargo às exportações de terras raras para o Japão em meio a disputas territoriais, utilizando a medida como ferramenta de pressão. A ação, embora não anunciada formalmente, forçou o Japão a ceder. O controle governamental sobre a indústria se intensificou, consolidando o poder de Pequim para influenciar parceiros comerciais e geopolíticos. Em 2025, a China estabeleceu novos controles de exportação, impactando cadeias globais de suprimentos.
Investimento em Pesquisa e Tecnologia
Atualmente, a China investe significativamente em educação e pesquisa sobre terras raras, com programas em 39 universidades. A refinaria em Wuxi, próxima a Xangai, destaca-se na produção de elementos raros de alta pureza. Em abril de 2026, a China interrompeu as exportações de certos elementos para os Estados Unidos e seus aliados, demonstrando a determinação em proteger sua liderança tecnológica, restringindo a saída de informações estratégicas do país.
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