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China apresenta Hainan como maior porto livre de comércio do mundo

A China transformou a ilha de Hainan em um porto de livre comércio, isentando a maioria das importações de tarifas e reduzindo impostos. A medida, anunciada no mês passado, busca apresentar o país como um defensor do comércio global em um momento de tensões comerciais internacionais.

Hainan, uma província chinesa 50 vezes maior que Singapura, agora permite a entrada de produtos estrangeiros sem tarifas. No entanto, esses produtos não podem ser enviados para outras partes da China, a menos que passem por um processamento que aumente seu valor em pelo menos 30%. A iniciativa é vista pelo governo chinês como um símbolo de sua abertura comercial.

Um experimento com limitações

Apesar da isenção de tarifas, a transferência de mercadorias de Hainan para outras regiões da China enfrenta restrições alfandegárias rigorosas, com foco em impedir a entrada de produtos sem tarifas no restante do país. Essa política, embora limitada, já atrai empresas estrangeiras que buscam acesso ao mercado chinês.

Empresários, como um comerciante de café da Etiópia, estão aproveitando a oportunidade para importar grãos sem tarifas e processá-los na ilha para venda na China. No entanto, outros, como um empresário tailandês, permanecem céticos em relação ao impacto da medida, considerando a complexidade do mercado chinês.

A ilha, que já foi palco de um colapso imobiliário na década de 1990, e que abriga instalações militares estratégicas, tem um histórico de planos ambiciosos. O projeto atual enfrenta desafios e, segundo estudos, não se compara ao sucesso de outras Zonas Econômicas Especiais chinesas.

Apesar das restrições, o experimento em Hainan permite que a China teste novas políticas, como nas áreas de finanças e impostos, mantendo a estabilidade econômica no restante do país. A província segue com o desenvolvimento de sua indústria turística, que inclui o turismo médico, e com a construção de novas rodovias e linhas ferroviárias de alta velocidade.

O futuro da ilha como um centro de livre comércio ainda enfrenta desafios, e sua capacidade de atrair investimentos e impulsionar o comércio será determinante.

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