Em 11 de março de 2026, o chef dinamarquês René Redzepi anunciou sua saída do comando do Noma, um dos restaurantes mais influentes do mundo. A decisão ocorreu em meio a protestos e após a publicação de relatos de agressões a funcionários.
A crítica-chefe de restaurantes do The New York Times, Tejal Rao, relata que o restaurante perpetuou os lados mais sombrios da cultura de restaurantes, apesar de sua influência.
Contexto das Acusações
O jornal The New York Times publicou relatos de cozinheiros que trabalharam no Noma entre 2009 e 2017. Os relatos incluem agressões físicas, como socos e o uso de um garfo de churrasco para ferir funcionários.
Ex-integrantes da equipe afirmaram ter mantido o abuso em segredo por anos, temendo retaliação. Manifestantes, liderados pelo grupo One Fair Wage e por Jason Ignacio White, ex-chefe de fermentação do Noma, protestaram em frente ao pop-up do restaurante em Los Angeles.
Reações e Medidas
American Express e Blackbird, parceiros do Noma em Los Angeles, retiraram o patrocínio ao pop-up. Um porta-voz do Noma informou que a empresa agora conta com um sistema formal de recursos humanos e passou a pagar seus estagiários em 2022.
O artigo do Times mencionou relatos de Redzepi batendo em cozinheiros e humilhando-os, inclusive com ameaças de deportação.
O Noma, que chegou a ser classificado em primeiro lugar na lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo, e que publicou livros de culinária influentes, se tornou um símbolo internacional da cultura abusiva de cozinha.
Redzepi, em vídeo, disse à equipe que o restaurante era de cada um deles e pediu que lutassem por ele. Não foi especificado como seria essa transição.