Ao abrir o aplicativo do banco, o investidor encontra ofertas de Certificados de Depósito Bancário (CDB) com rentabilidade atrativa. Mas, para entender como o CDB funciona, é preciso analisar a estrutura por trás da oferta.
Ao adquirir um CDB, o investidor empresta dinheiro a um banco por um período definido. Esse recurso entra na estrutura de financiamento da instituição e compõe a base que sustenta suas operações, como crédito e financiamentos.
A taxa do CDB
A rentabilidade do CDB reflete quanto o banco está disposto a pagar para captar dinheiro. Variáveis como cenário de juros, porte da instituição, modelo de negócios e estratégia de crescimento influenciam a taxa.
Em períodos de maior competição por recursos, é comum encontrar ofertas pagando 120%, 130% do CDI ou mais. CDBs de bancos médios e pequenos costumam oferecer percentuais acima da média do mercado como parte de sua estratégia de captação.
A segurança de um CDB envolve a saúde financeira do banco emissor, o valor aplicado dentro do teto de cobertura e a diversificação entre instituições.
O papel do FGC
A cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) protege até R$ 250 mil por CPF e por instituição, dentro dos limites estabelecidos.
Quanto maior o prazo do título, maior tende a ser a taxa oferecida, mas isso só faz sentido se o dinheiro puder ficar investido até o vencimento. Caso contrário, a vantagem inicial pode se perder.
Tipos de remuneração
A forma de remuneração do CDB acompanha o momento econômico. No pós-fixado, a rentabilidade acompanha o CDI. No prefixado, a taxa é definida no momento da aplicação e permanece igual até o vencimento. Os CDBs atrelados à inflação combinam uma taxa fixa anual com a variação do IPCA.
Ao analisar uma oferta de CDB, o investidor deve considerar a taxa, o banco emissor, a cobertura do FGC, a liquidez e o prazo.
O investidor faz um contrato com uma instituição financeira e aceita as condições oferecidas para captar recursos.



