O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento da região metropolitana de São Paulo, opera em nível crítico, registrando 19,8% de sua capacidade nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026. No mesmo período do ano anterior, o volume era de 50,9%. O sistema faz parte de um conjunto de sete reservatórios que compõem o Sistema Integrado Metropolitano, que opera com 27,4% de sua capacidade.
Queda no volume dos reservatórios
Os sistemas Cantareira e Alto Tietê, que detêm a maior capacidade de armazenamento e são os principais responsáveis pelo abastecimento da Grande São Paulo, têm apresentado queda em seus volumes desde abril do ano anterior. O monitoramento diário é realizado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), que atualizam os níveis dos reservatórios diariamente.
Monitoramento e gestão dos recursos hídricos
O governo estadual adotou, desde outubro, um novo modelo de acompanhamento e gestão dos recursos hídricos, baseado em sete faixas de atuação. A região encontra-se na faixa 3, considerada de atenção, com previsão de redução da pressão nos sistemas por 10 horas diárias, entre 19h e 5h, e intensificação das campanhas de conscientização. Caso o volume médio dos reservatórios diminua cerca de três pontos percentuais, a Grande São Paulo entrará na faixa 4, com 12 horas de redução da pressão no sistema.
Funcionamento do Sistema Cantareira
O Sistema Cantareira, composto por cinco reservatórios interligados, abastece aproximadamente metade da população da região metropolitana de São Paulo. O monitoramento do sistema, que envolve a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), segue critérios distintos do sistema integrado. Com o volume atual, o Cantareira encontra-se na faixa 5, considerada especial.
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