O Sistema Cantareira, responsável por abastecer parte da Grande São Paulo, completou uma semana com o volume útil reservado abaixo de 20%. A situação, que se mantém crítica, é acompanhada pela Sabesp e pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
Na manhã de quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, o volume útil reservado do Cantareira estava em 19,4%, menos da metade dos 50,3% registrados no mesmo dia do ano anterior. A escassez hídrica é agravada por chuvas irregulares e aumento do consumo.
Para economizar água, a Sabesp tem reduzido a pressão da rede à noite, o que tem causado problemas de abastecimento em diversos bairros. Moradores relatam dificuldades, como a falta de água para atividades básicas.
Impacto nos sistemas e medidas adotadas
O Cantareira e o Alto Tietê são os principais sistemas que abastecem a Grande São Paulo, e o volume de ambos está em queda desde abril do ano anterior. O governo estadual adota um modelo de acompanhamento dividido em sete faixas de atuação, com base no volume médio dos sete sistemas da Grande São Paulo. Atualmente, a região está na faixa 4, que prevê redução da pressão na rede por 14 horas diárias.
A rede de abastecimento da Grande São Paulo é formada por sete sistemas que, juntos, têm capacidade para armazenar quase 2 trilhões de litros de água. O Cantareira, composto por cinco reservatórios interligados, abastece cerca de metade da população da região metropolitana e contribui para o atendimento de Campinas.
O monitoramento do sistema Cantareira, que tem gestão compartilhada, segue um critério diferente, com cinco faixas de acompanhamento. A situação atual, com volume abaixo de 20%, indica a faixa mais crítica, exigindo atenção constante.
A Sabesp informou que áreas mais altas ou mais distantes do reservatório podem sofrer mais efeitos com a redução da pressão.
A próxima atualização dos níveis dos reservatórios será divulgada pela Sabesp e Arsesp.
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