O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, por unanimidade, o ato de concentração da Azul com a United Airlines. A decisão ocorreu em fevereiro de 2026.
A operação envolve o aumento da participação minoritária da United na Azul. A participação da United no capital social da Azul passará de 2,02% para aproximadamente 8%.
Em dezembro de 2025, a Superintendência-Geral (SG) do Cade aprovou o negócio em ritmo sumário. O Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo) entrou com recurso, alegando que a operação deveria ter incluído o negócio com a American Airlines.
Recurso do IPSConsumo
O IPSConsumo considerou que a participação minoritária da United na Azul e na holding Abra Aviação, que controla a Gol Linhas Aéreas, poderia facilitar a troca de informações entre concorrentes. O relator Diogo Thomson pontuou que o novo Estatuto Social da Azul prevê salvaguardas específicas para restringir o acesso a informações sensíveis.
Thomson apresentou ressalvas envolvendo compromissos de governança e compliance. Ele sinalizou que, caso a American Airlines entre na Azul, o Cade fará uma análise concorrencial mais aprofundada.
A Azul alertou ao Cade que o atraso na saída do Chapter 11 traz riscos à saúde financeira da companhia. A sessão do Cade foi a primeira de 2026 e a única de fevereiro.
O plano do Chapter 11 estabelece que a Azul deve captar, pelo menos, US$ 850 milhões, via Oferta Pública de Ações.




