A Breville, fabricante de eletrodomésticos, transferiu parte de sua produção da China para outros países. A mudança ocorreu em resposta às tarifas globais e resultou em crescimento de receita no segundo semestre de 2025.
As tarifas foram impostas pelo presidente Donald Trump após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos. A Breville, que atua como exemplo, redirecionou sua rede de suprimentos, adotando inicialmente dupla fonte de fornecimento entre China e México.
Crescimento da receita
Em 11 de fevereiro, a Breville informou que suas receitas no segundo semestre de 2025 cresceram 10,1%. Os lucros brutos aumentaram 6,3%. Mais de 80% dos lucros brutos provenientes de produtos vendidos nos Estados Unidos vieram de itens fabricados fora da China, contra 15% três anos antes.
A empresa adicionou fornecedores na Indonésia, Vietnã e Camboja.
Estratégia
A partir da experiência da Breville e de outras empresas, foram estabelecidas dez regras. Uma delas é auxiliar fornecedores a se realocar, co-investindo na mudança para manter capacidades e evitar tarifas.
Outra regra é construir capacidade local, com equipes aptas a qualificar fornecedores e identificar novas fontes. A presença local melhora velocidade e visibilidade.
Diversificar em múltiplas geografias, tratar a velocidade como um ativo estratégico e reconhecer a integração global também são outras regras.
Manter opções preservando relacionamentos, deixar a concorrência atuar e manter o foco no custo total são outras recomendações. O controle sobre o fornecimento de componentes é fundamental.
A empresa tem trabalhado com a Breville desde 2021 para auxiliar na transferência de produção e na adaptação às tarifas.




