O Bank of America (BofA) elevou a recomendação para Vale (VALE3) de neutro para compra. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026.
O preço-alvo das ações da Vale foi elevado de R$ 95 para R$ 100.
Às 11h18 (horário de Brasília) de 2 de abril de 2026, as ações da mineradora caíam 0,40%, cotadas a R$ 82,67.
Recomendação e Preço-Alvo
O BofA considera que a queda recente das ações não reflete a valorização do minério de ferro. Desde o início do conflito com o Irã, os papéis recuaram 6,6%, enquanto o minério subiu cerca de 8%.
O banco destaca que, com o minério a US$ 103 por tonelada (spot em US$ 108), a Vale apresenta um fluxo de caixa livre (FCF) com yield de cerca de 10%.
O BofA projeta que a Vale atinja a produção de 360 milhões de toneladas de minério de ferro até 2030 (ante 335-345 milhões atualmente) e 700 mil toneladas de cobre até 2035 (ante cerca de 350 mil).
De acordo com o banco, ganhos de eficiência e uma abordagem disciplinada de investimentos levaram à redução de custos e capex nos últimos anos. Com investimentos projetados abaixo de US$ 6 bilhões e perspectivas de crescimento da produção mantidas, a Vale tende a gerar mais fluxo de caixa livre do que seus pares australianos.
O BofA ressalta que cerca de US$ 5,4 trilhões em ativos sob gestão de fundos institucionais ainda estão impedidos de investir na Vale devido a questões ESG, até dezembro de 2024. O avanço na redução de riscos, incluindo acordos relacionados a Brumadinho e Samarco, descaracterização de barragens e redução dos níveis de emergência, é visto como essencial para destravar essas restrições.
O aumento nos custos de diesel, bunker e frete afeta o setor, mas a empresa é menos exposta, já que a maior parte dos contratos de frete é de longo prazo.
O BofA avalia que a Vale está melhor posicionada que concorrentes para enfrentar os impactos do conflito.



