O Bitcoin apresentou uma queda de 28% em 2026, reacendendo debates sobre o futuro da criptomoeda. A correção ocorreu após o ativo atingir o pico histórico de 125 mil dólares.
Mayra Siqueira, especialista em criptomoedas e cofundadora da agência Pink Bull Co, afirmou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC que o movimento não é incomum na trajetória do Bitcoin. O ativo oscila entre 68 mil e 70 mil dólares.
Volatilidade do Bitcoin
Siqueira lembrou que o Bitcoin é um ativo volátil e já enfrentou correções mais severas, como a queda de mais de 80% entre 2017 e 2018, após atingir cerca de 19 mil dólares. A especialista também citou o ciclo de 2021 para 2022, quando o Bitcoin recuou 78%, além de outras quedas próximas de 50% ao longo de sua história.
Na avaliação de Siqueira, as correções expulsam investidores alavancados e redefinem o equilíbrio de preços no mercado.
Impacto da institucionalização
O Bitcoin passou por um processo de maior institucionalização, com maior presença de grandes investidores e fundos. Siqueira disse que esperava uma correção menos acentuada neste ciclo.
Segundo a especialista, a volatilidade continua sendo característica estrutural do ativo.
Ela também mencionou o impacto do halving, mecanismo do Bitcoin que reduz a recompensa paga aos mineradores. Historicamente, períodos pós-halving costumam ser acompanhados por correções.
No cenário atual, Siqueira avalia que o mercado vive um momento de “aversão ao risco”, mas destaca que grandes investidores seguem acumulando posições.
Para Siqueira, o mercado pode ainda estar no meio de um novo ciclo de baixa.



