O Bitcoin (BTC) reverteu ganhos e passou a ser negociado abaixo de US$ 90 mil nesta quinta-feira (8), após registrar queda de 2,7% em 24 horas. A movimentação acompanha a aversão ao risco nos mercados globais e a pressão vendedora sobre as criptomoedas.
Queda do Bitcoin e impacto no mercado
A criptomoeda recuou após atingir US$ 91.570 durante a madrugada, ampliando as perdas depois de falhar em romper a resistência de US$ 94.500 pela terceira vez. O movimento negativo se espalhou pelo mercado, com altcoins apresentando desempenho inferior ao do Bitcoin e quedas mais acentuadas em ativos de menor liquidez.
Desempenho das principais altcoins
- Ethereum (ETH) recuava 4,3%;
- XRP (XRP) teve queda de 6,6%;
- BNB (BNB) cedia 2,8%;
- Solana (SOL) recuava 2,7%;
- Dogecoin (DOGE) caía 5,5%;
- Cardano (ADA) perdia 4,7%.
O mercado como um todo perdeu US$ 100 bilhões em valor de mercado nas últimas 24 horas. No mercado de derivativos, mais de US$ 400 milhões em posições alavancadas foram liquidados, com predominância de apostas compradas. O volume total de contratos em aberto no mercado futuro de criptomoedas recuou para US$ 140 bilhões.
Análise técnica e perspectivas
Segundo Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, a região de US$ 94.500 mostrou-se um nível relevante de resistência, com o Bitcoin não encontrando força compradora suficiente para superá-la. A analista apontou os próximos alvos em US$ 101.300 e US$ 105.000, e os principais suportes em US$ 89.140 e US$ 82.200. Em relação ao Ethereum (ETH), apesar do recuo de quase 6%, o fluxo permanece comprador, indicando uma correção antes de uma possível alta, com regiões de liquidez em US$ 3.440 e US$ 3.640. Os suportes estariam em US$ 3.000 e US$ 2.840.
Contexto do mercado e fatores externos
O recuo das criptomoedas ocorreu em paralelo à queda dos futuros dos índices acionários dos Estados Unidos e ao fortalecimento do dólar. Os contratos futuros do Nasdaq 100 e do S&P 500 operavam em baixa, enquanto o índice DXY acumulava alta superior a 1% desde o fim de dezembro. O ambiente mais cauteloso antecede a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos e uma decisão da Suprema Corte americana.
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