O Bank of America (BofA) projeta que a população global de robôs humanoides atingirá 3 bilhões de unidades até 2060. A estimativa consta em um relatório de análise, publicado em março de 2026.
O relatório aponta que 62% dos robôs humanoides, cerca de 2 bilhões de unidades, estarão em residências até 2060.
Motivações econômicas
O BofA aponta o envelhecimento das forças de trabalho, a escassez de mão de obra, a inflação salarial e a alta rotatividade de funcionários como motivadores para o uso de robôs humanoides.
No Humanoids Summit 2025, em dezembro de 2025, executivos e investidores concordaram que o crescimento do setor é uma questão de tempo.
Aplicações industriais
Dados da Counterpoint Research, citados no relatório, projetam que até 2027, 72% dos robôs estarão em armazenagem e logística (33%), setor automotivo (24%) e manufatura (15%).
A transportadora UPS negocia a implantação de robôs da Figure AI em sua rede logística. A Tesla já utiliza o robô Optimus em suas Gigafactories.
Investimentos no setor
O financiamento para robótica humanoide saltou de US$ 700 milhões em 2018 para US$ 4,3 bilhões em 2025, um aumento de seis vezes em sete anos.
Em janeiro de 2026, havia mais de 50 empresas desenvolvendo humanoides, com 150 lançamentos comerciais registrados.
O BofA projeta que as remessas anuais subirão de 90 mil unidades em 2026 para 1,2 milhão até 2030, implicando uma taxa composta de crescimento anual de 86%.
Em 2025, um humanoide fabricado na China tinha um custo de materiais de US$ 35 mil; o BofA projeta que esse valor cairá para menos de US$ 17 mil até 2030.
A startup norueguesa 1X Technologies aluga um humanoide por US$ 499 por mês. O modelo Unitree G1, da Unitree Robotics, custa US$ 13.500.
O BofA estima que a pressão demográfica é real, o capital já está comprometido e a curva de custos já começou a se mover.




