Uma auditoria interna do Banco Regional de Brasília (BRB), conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados e pela consultoria Kroll, investiga falhas no processo de compra de carteiras com indícios de fraude do Banco Master. A investigação foi iniciada após um escândalo envolvendo o Banco Master.
O segundo relatório da auditoria apura falhas de governança na instituição e analisa o processo de compra de carteiras do Banco Master. O BRB terá que provisionar mais de R$ 6 bilhões em riscos de perdas, o que deve levar a um prejuízo no seu balanço de 2025.
Falhas na Análise de Risco
Os auditores também apuram problemas no processo de análise de risco das carteiras adquiridas do Master. Foi encontrado um caso de um funcionário que, sem experiência, teria avaliado uma carteira de crédito milionária em um prazo de três horas, em 24 de dezembro de 2024. A avaliação foi feita por amostragem, sem aprofundamento.
As investigações internas sugerem que o ex-presidente Paulo Henrique Costa teria nomeado pessoas para cargos de liderança que evitavam confrontá-lo.
O Banco Central (BC) exigiu um plano de recomposição de capital do banco. A expectativa da direção do BRB é aprovar o plano no dia 18 de março, durante reunião da assembleia de acionistas.
O segundo relatório da auditoria está prestes a ser entregue à direção do banco e será encaminhado aos órgãos de fiscalização. O material preliminar apresentou indícios de irregularidades na aquisição de participações acionárias do BRB pelo dono do Master, Daniel Vorcaro, pelo sócio da Reag, João Mansur, e outros personagens.
O terceiro e último relatório da auditoria deve focar na tentativa de Costa de comprar o Master, operação rejeitada pelo BC. O planejamento é que, nessa fase, sejam tratadas as responsabilizações administrativa e civil sobre os prejuízos supostamente impostos ao banco.
O presidente Nelson de Souza substituiu quase toda a diretoria, mantendo apenas dois diretores. Foram substituídos todos os membros do conselho de administração e do comitê de auditoria, além de superintendentes. Houve mudanças também em todas as instâncias decisórias.



