A principal central sindical da Argentina convocou uma greve geral para a próxima segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, data em que a Câmara dos Deputados deve debater a reforma trabalhista do presidente Javier Milei, que já foi aprovada pelo Senado.
O projeto em questão pode ser debatido pelos deputados na semana de 17 de fevereiro ou na seguinte. Ele prevê a redução das indenizações por demissão, permite pagamentos em bens ou serviços, estende a jornada de trabalho para 12 horas e limita o direito à greve.
Adesão e Manifestações
A confederação que representa os trabalhadores do transporte anunciou que apoia a medida, que promete paralisar o transporte terrestre, aéreo e fluvial de passageiros.
A ação é a quarta contra as políticas do governo Milei e ocorre em meio a agitação social, sinais de recessão econômica, declínio da atividade industrial e queda no consumo.
Os sindicatos filiados à Confederação Geral do Trabalho (CGT) consideram as mudanças como “regressivas” e “inconstitucionais” e prometem contestar a reforma na Justiça caso seja aprovada.
A senadora Patricia Bullrich se reuniu com Milei para tratar do tema. Bullrich admitiu a possibilidade de flexibilizar o artigo que reduz o salário do trabalhador em afastamento por doença.
Detalhes da Greve
A greve não incluirá convocação para mobilização.
A convocação formal será feita na quarta-feira, ao meio-dia, em coletiva de imprensa.
A União Geral de Associações de Trabalhadores do Transporte (UGATT) anunciou a paralisação total do transporte de passageiros no dia do debate da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados.
A última greve geral, realizada em 10 de abril de 2025, teve participação limitada, pois os sindicatos de transporte se recusaram a aderir.
O projeto de lei foi aprovado pelo Senado por 42 votos a 30. Sindicatos, partidos de oposição e organizações sociais participaram de uma manifestação que resultou em confrontos com a polícia e cerca de 30 prisões.