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Anvisa proíbe produtos, de suplementos a fórmulas infantis, em menos de um mês

Em um período de algumas semanas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição de diversos produtos, abrangendo suplementos, alimentos, medicamentos e fórmulas infantis, devido a riscos à saúde, falhas de fabricação e problemas regulatórios.

Suplementos e produtos da Ervas Brasil

A Anvisa recolheu cinco lotes do suplemento Neovite Visão e dois produtos da Ervas Brasil Indústria. O suplemento Neovite Visão apresentava uso de ingrediente não autorizado e níveis acima do permitido de um componente. A Ervas Brasil não possuía licença sanitária nem alvará de funcionamento, além de usar substâncias não autorizadas e fazer propaganda irregular.

Chá de camomila

O lote 680295956 do chá de camomila Laví Tea, da marca Água Santa, foi interditado após a fiscalização encontrar talos, sementes e uma quantidade significativa de larvas e fragmentos de insetos, indicando falhas graves nas práticas de fabricação.

Molho de tomate

O lote LM283 do molho de tomate Passata di Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, teve a venda suspensa após a identificação de pedaços de vidro no produto. A decisão ocorreu após alerta do sistema europeu RASFF, que classificou o caso como risco grave à segurança alimentar.

Panetones e chocotones

A comercialização de panetones e chocotones da D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos foi proibida devido à presença de fungos na superfície dos alimentos, conforme constatado pela fiscalização.

Fórmulas infantis da Nestlé

A Anvisa suspendeu a venda e o uso de lotes de fórmulas infantis da Nestlé do Brasil, das linhas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, após um recall internacional. A medida foi tomada devido ao risco de contaminação por cereulide, toxina associada à bactéria Bacillus cereus.

Medicamentos das marcas Needs e Bwell

A venda e a propaganda de todos os medicamentos das marcas Needs e Bwell, comercializados pelas redes Raia e Drogasil, do grupo RD Saúde, foram proibidas pela Anvisa. A empresa não possui autorização para produzir medicamentos. A RD Saúde informou que não fabrica os medicamentos e que apresentará recurso administrativo à Anvisa.

Quatro marcas de suplementos alimentares

A Anvisa também proibiu quatro marcas de suplementos alimentares devido a falhas de registro, irregularidades na formulação e problemas nas propagandas. As medidas atingiram produtos da Pharmacêutica Indústria e Laboratório Nutracêuticos Ltda; o lote 071A do Supra Ômega 3 TG 18 EPA/12 DHA + Vitamina E; produtos da R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. EPP; e todos os lotes do suplemento CANDFEMM, de empresa desconhecida e sem registro sanitário.

Quando um produto é proibido pela Anvisa, a empresa deve apresentar um plano de recolhimento, rastrear os itens e destiná-los de forma adequada. A regularização pode exigir mudanças na fórmula, rotulagem, adequações fabris e novos laudos técnicos. A comercialização do produto só pode ser retomada após a correção das irregularidades e a publicação de nova autorização no Diário Oficial da União.

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