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Anvisa analisa registros de medicamentos concorrentes do Ozempic

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve se manifestar nas próximas semanas sobre pedidos de registro de medicamentos que podem concorrer com Ozempic e Wegovy, as canetas emagrecedoras à base de semaglutida.

A quebra da patente da substância, prevista para 20 de março, abre espaço para novos players no mercado farmacêutico.

Processos em fase final

Os pedidos de registro estão na etapa final de revisão interna, segundo a Anvisa. Entre os processos, está o de um medicamento da EMS, que já atua no segmento com canetas à base de liraglutida.

A Ávita Care, do grupo Eurofarma, também solicitou registro. A Eurofarma já distribui produtos com semaglutida.

Apesar do avanço, a aprovação não é garantida. A Anvisa pode solicitar novos dados ou rejeitar os pedidos, como ocorreu com um produto à base de liraglutida da Megalabs, que teve o registro negado em dezembro.

A agência analisa 14 pedidos envolvendo semaglutida e outros sete com liraglutida.

Mercado espera aumento da concorrência

Atualmente, as canetas emagrecedoras disponíveis no Brasil são dominadas por Ozempic e Wegovy (Novo Nordisk) e Mounjaro (Eli Lilly), que utiliza a tirzepatida, com patente até 2036.

A expectativa é que o aumento da concorrência reduza preços e amplie o acesso aos tratamentos.

Pressão por acesso

O consumo fora da bula e para fins estéticos intensificou a pressão por mais opções e preços menores.

Entidades médicas e associações da indústria alertam para os riscos do uso indiscriminado e de versões manipuladas sem controle.

A Câmara aprovou requerimento de urgência para projeto que prevê a quebra de patente de medicamentos à base de tirzepatida.

Prioridade regulatória

No ano passado, a Anvisa priorizou a análise de 20 pedidos desse tipo após solicitação do Ministério da Saúde. A decisão foi justificada por risco de desabastecimento e pela alta demanda.

Técnicos da agência destacam a necessidade de equilíbrio na análise de medicamentos com maior impacto clínico.

Produção nacional e acesso ao SUS

A Anvisa tem priorizado medicamentos com fabricação no Brasil. A EMS possui fábrica de peptídeos sintéticos em Hortolândia.

Há discussões sobre a incorporação desses tratamentos no SUS. Uma das estratégias em análise envolve a transferência de tecnologia para produção nacional.

O mercado de emagrecimento vive uma transformação. A entrada de novos concorrentes pode gerar mais competição e preços potencialmente mais baixos.

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