O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou apoio do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a prisão do empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit. Nesta sexta-feira (15), a Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino. A ação incluiu Magro na difusão vermelha da Interpol e cumpriu buscas contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).
Ricardo Magro vive em Miami desde a década passada. Investigadores descrevem a permanência do empresário nos Estados Unidos como um obstáculo para medidas cautelares no Brasil. O pedido de Lula a Trump ocorreu em discussões entre os governos sobre crime organizado, lavagem de dinheiro e fluxos financeiros internacionais ligados ao setor de combustíveis.
No mesmo dia (15), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a inclusão do nome de Magro na lista internacional da Interpol. Este mecanismo permite a localização e prisão de investigados em países que integram a rede da organização. A solicitação ainda precisa de análise formal da Interpol para produzir efeitos internacionais.
Operação Sem Refino: Buscas e Bloqueios
A Operação Sem Refino cumpriu 17 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A decisão do STF determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros. Também foi determinado o afastamento de sete pessoas de funções públicas.
Cláudio Castro figurou entre os alvos das buscas autorizadas por Moraes. A Polícia Federal não detalhou o elo específico do ex-governador com o núcleo investigado.
Investigação sobre Fraudes Bilionárias
A Polícia Federal descreve que o grupo investigado utilizava uma estrutura empresarial complexa. Os métodos incluíam ocultação patrimonial, evasão de recursos ao exterior e supostas fraudes tributárias. As fraudes podem chegar a R$ 56 bilhões. O esquema envolveria empresas do setor de combustíveis e operações financeiras. Estas operações eram destinadas a dificultar o rastreamento de ativos.
Ricardo Magro controla o grupo Refit, responsável pela refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A empresa já foi citada em investigações anteriores relacionadas ao mercado de combustíveis e suspeitas de sonegação tributária.