O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou, nesta terça-feira (24), o julgamento do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, referente a acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
A análise pode resultar na declaração de inelegibilidade de Castro até 2030. Isso o impediria de disputar o Senado neste ano.
A retomada do julgamento ocorreu após Castro anunciar sua renúncia ao cargo na véspera. Em entrevista coletiva no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, ele afirmou que deixou a função “de cabeça erguida”. A decisão não interfere no andamento do processo no TSE.
O julgamento começou em 10 de março, mas foi interrompido após pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. O placar parcial é de 2 a 0 pela condenação, com votos da relatora Isabel Gallotti e do ministro António Carlos Ferreira.
O processo reúne recursos do Ministério Público Eleitoral. O órgão aponta suposto uso de órgãos estaduais durante a campanha eleitoral. A Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro teriam sido usadas para contratar cabos eleitorais com dinheiro público.
Também são investigados o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, e o vice-governador Thiago Pampolha. Em caso de condenação, eles podem perder os cargos e ficar inelegíveis.




