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Aplicativos de smartphone auxiliam na gestão de impostos de ultrarricos

Aplicativos de monitoramento fiscal, como Monaeo, TaxBird e TaxDay, estão sendo utilizados por indivíduos de alto patrimônio para gerenciar sua residência fiscal. A ferramenta acompanha a localização física, contabiliza o tempo em cada jurisdição e emite alertas, de acordo com o texto publicado em 16 de março de 2026.

A maioria dos aplicativos foi lançada na década de 2010, ganhando destaque com o aumento do trabalho remoto durante a pandemia de covid-19. Eles funcionam como parte do gerenciamento de riqueza, auxiliando na gestão fiscal em tempo real.

Como os aplicativos funcionam

Disponíveis por meio de assinaturas mensais, os aplicativos capturam a localização e documentam de forma automatizada, mudando a forma como a gestão fiscal é feita. Aplicativos como Flamingo, Domicile365, Chrono: Time in Place e TrackingStates funcionam de maneira semelhante, oferecendo registros, integração com assessores e alertas.

A residência fiscal tornou-se uma métrica monitorada por softwares, transformando o movimento físico em conformidade regulatória. A tecnologia se integrou às estruturas de gestão de patrimônio, onde a otimização e a arbitragem regulatória orientada por dados tornaram-se centrais para a evasão fiscal.

A regra dos 183 dias e o teste de presença substancial do IRS determinam a residência fiscal nos Estados Unidos. O não cumprimento pode acarretar em imposto de renda, imposto sobre ganhos de capital, imposto sobre herança e outras obrigações.

Porto Rico, por exemplo, oferece incentivos e isenções fiscais para atrair investidores, incluindo o Código de Incentivos de Porto Rico (Lei 60 de 2019). A Act 20/22 Society, que representa os beneficiários desses incentivos, desenvolveu um aplicativo para contar os dias de presença.

A tributação territorial está sendo reconfigurada, com a residência fiscal sendo gerida por softwares que traduzem o movimento físico em conformidade regulatória. O smartphone se tornou parte das finanças offshore. A gestão da residência fiscal depende de uma infraestrutura digital que transforma o deslocamento em um ativo estratégico.

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