A interoperabilidade entre infraestruturas de mercado é tema central em meio a novos projetos de Bolsa no Brasil. Edivar Queiroz, CEO da CSD BR, argumenta que a ausência de conexão entre depositárias e sistemas de liquidação pode limitar a concorrência.
“Sem interoperabilidade, criam-se ilhas. Com interoperabilidade, cria-se um ecossistema”, afirmou Queiroz.
Analogia com telecomunicações
Queiroz compara a interoperabilidade com o setor de telecomunicações. Segundo ele, a funcionalidade, que permite ligações entre diferentes operadoras, transformou o mercado de telefonia.
A interoperabilidade entre depositárias está prevista nas normas do Banco Central e da CVM, mas a implementação ainda não ocorreu de forma ampla. As infraestruturas operam de maneira segregada, impedindo a circulação automática de ativos registrados em depositárias diferentes.
“Quando essas infraestruturas não conversam entre si, o investidor fica limitado”, comentou Queiroz.
Novo ciclo de concorrência
A discussão ocorre em um momento de potencial competição no mercado. Além da CSD BR, a Base Exchange e a A5X anunciaram planos para operar mercados organizados no Brasil.
A CSD BR busca se consolidar como infraestrutura completa de mercado. A empresa já recebeu autorização para atuar como depositária e câmara de liquidação. A obtenção da licença de contraparte central (CCP) é a próxima etapa.
A empresa concentra esforços em renda fixa e derivativos. A plataforma de negociação de CDBs foi lançada recentemente. A CSD afirma ter alcançado 31% de participação no mercado de swaps de balcão.
A CSD BR busca operar como depositária e câmara de liquidação, com foco na redução de custos. A empresa desenvolveu tecnologia própria.



