O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou retração de -0,2% em dezembro, contrariando as expectativas de recuo de -0,4% dos analistas de mercado. Apesar da retração mensal, o índice acumulou alta de 2,5% no ano, com os juros em 15%, o maior patamar em quase duas décadas.
Os dados do IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), foram divulgados em fevereiro de 2026.
Setores em destaque
A agropecuária apresentou alta de 2,3% entre novembro e dezembro, de 6,4% comparado a dezembro de 2024, 2,8% na comparação entre trimestres e um salto de 13,1% no acumulado do ano. Serviços se manteve sólido, embora com perda de fôlego no segundo semestre. A indústria, por outro lado, registrou queda de 0,2% no trimestre.
Economistas, como Rodolfo Margato, da XP, destacam os resultados do setor agropecuário e de serviços.
Projeções para o PIB
A XP estima que o PIB de 2025 feche com alta de 2,3% e avance 2% em 2026. A Suno Research projeta PIB de 2,3% em 2025 e 1,8% em 2026. O Daycoval projeta PIB de 2,2% a 2,3% em 2025, e o PIB de 2026 foi reajustado de 1,6% para 1,7%. O PicPay segue com projeção de 1,7% para 2026.
Gustavo Gonzaga, da Necton Investimentos, avalia que os dados confirmam espaço para o Comitê de Política Monetária (Copom) cortar juros em 0,50 ponto percentual na próxima reunião, em março. Antonio Ricardi, do Daycoval, afirma que “faz mais sentido cortar 0,25 p.p na próxima reunião”.
Os dados do IBC-Br indicam o desempenho da economia em 2025.