Gestores de fundos de fundos (FoFs) e multiestratégia identificam oportunidades de valorização em diferentes segmentos do mercado imobiliário em um cenário de maior seletividade.
Isabella Almeida, gestora do RBFM11 (Rio Bravo Multiestratégia), informou que o fundo aumentou a exposição a ativos de tijolo, especialmente logística e lajes corporativas. Segundo ela, a classe apresenta potencial de valorização.
Logística
O segmento de logística encerrou o ano anterior com a menor taxa de vacância da série histórica. A demanda por espaços logísticos, próximos aos grandes centros urbanos, reflete-se em revisões positivas de aluguel, conforme Almeida, no programa semanal do InfoMoney, Liga de FIIs.
A gestora avalia que ainda há espaço para extração de valor via crescimento de receitas e melhora operacional, embora os fundos de logística não estejam, na média, tão descontados em relação ao valor patrimonial quanto outros segmentos.
Lajes corporativas
A aposta em lajes corporativas tem caráter tático, voltado ao ganho de capital. Fundos de lajes negociam com descontos em relação ao valor patrimonial. A estratégia do RBFM11 prioriza ativos em regiões primárias de São Paulo, onde a recuperação de vacância já é mais evidente. Regiões como Chucri Zaidan ficam fora do foco principal.
Mauro, gestor do HFOF11, avalia que logística, shopping centers, lajes corporativas e crédito oferecem oportunidades. Logística e shoppings apresentam desempenho operacional consistente. Lajes corporativas concentram os maiores deságios.
O HFOF11 tem priorizado a recompra de cotas como principal alocação recente. A estratégia reduz o número de cotas em circulação.