O governo francês acusou a esquerda radical de fomentar um “clima de violência”, após a morte de um ativista de extrema direita. O incidente ocorreu a um mês das eleições municipais.
Quentin Deranque, de 23 anos, faleceu após ser agredido em um protesto da extrema direita contra um evento da eurodeputada de esquerda Rima Hassan. A agressão ocorreu em Lyon.
Investigação por “homicídio doloso”
A Justiça abriu investigação por “homicídio doloso”, segundo o promotor de Lyon, Thierry Dran. As investigações buscam identificar os autores da agressão. Não houve prisões até o momento.
A morte de Deranque reacendeu o confronto entre extrema direita e esquerda radical. O evento acontece em um cenário de crescente polarização antes das eleições municipais de março e da presidencial de 2027.
A porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, mencionou a “responsabilidade moral” do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI).
A extrema direita atribuiu o ataque a ativistas do movimento antifascista Jeune Garde. O grupo negou qualquer envolvimento.
Detalhes da agressão
A agressão aconteceu em meio a um confronto entre grupos de extrema esquerda e de extrema direita, segundo fontes próximas à investigação.
Deranque foi derrubado e agredido por ao menos seis indivíduos encapuzados. Ele apresentava lesões na cabeça, incluindo um traumatismo cranioencefálico grave, conforme detalhou o promotor.
Um vídeo divulgado mostra cerca de dez pessoas agredindo três jovens. Uma testemunha relatou o uso de barras de metal.
Jean-Luc Mélenchon, líder da LFI, negou qualquer responsabilidade. As eleições municipais de março e a presidencial de 2027 estão em foco.
Pesquisas apontam o Reagrupamento Nacional (RN) como favorito. Marine Le Pen, inelegível no momento, aguarda sentença em segunda instância. Jordan Bardella, protegido de Le Pen, pode ser o candidato do RN.
Uma pesquisa divulgada no domingo indicou que Bardella é o candidato preferido pelos franceses.



