O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro gerou críticas de lideranças da oposição. O evento ocorreu em 15 de fevereiro de 2026.
O Partido Novo anunciou que vai acionar a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade de Lula. O presidente do partido, Eduardo Ribeiro, declarou que a sigla entrará com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo cassação do registro e inelegibilidade.
Reações da oposição
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o desfile foi um crime e acusou Lula de usar dinheiro público para fazer campanha antecipada.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou vídeo de uma alegoria que retratava o ex-presidente Jair Bolsonaro com tornozeleira eletrônica.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, afirmou que houve “grave ilícito eleitoral” e “propaganda antecipada com dinheiro do pagador de impostos”.
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) classificou o desfile como “um deprimente espetáculo de abuso do poder”.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) escreveu que, se o desfile tivesse ocorrido em 2022, Bolsonaro estaria preso.
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) afirmou que o desfile foi “campanha eleitoral”.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou a forma como eleitores conservadores foram retratados.
Financiamento do Carnaval
A Embratur empenhou R$ 12 milhões para as 12 escolas do Grupo Especial, sendo R$ 1 milhão destinado à Acadêmicos de Niterói. Deputados do Novo pediram ao Tribunal de Contas da União (TCU) aplicação de multa de R$ 9,65 milhões aos responsáveis pelo enredo.
Antes da apresentação, partidos como Novo e Missão acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar barrar o samba-enredo. O TSE rejeitou o pedido, embora a ministra Cármen Lúcia tenha afirmado haver risco de eventual ilícito.
O desfile não teve pedido expresso de votos, e não há confirmação de uso indevido de recursos públicos além dos repasses oficiais.



