Após o Goldman Sachs reiterar a preferência por ações da Vale (VALE3), o Bradesco BBI também elevou sua projeção para a mineradora.
O BBI aumentou o preço-alvo dos ativos VALE3 de R$ 83 para R$ 102 ao final de 2026.
Os analistas do banco revisaram as projeções após a valorização recente dos papéis, que registraram alta de 88% em dólares desde meados de 2025.
A equipe do BBI aponta que, mesmo com a redução da diferença no valuation, a companhia ainda é atrativa em métricas de geração de caixa. O rendimento (yield) de FCF (Fluxo de Caixa Livre) estimado para 2026 é de 8%, enquanto a média dos concorrentes é de 5%.
Impacto nos resultados e projeções
Para elevar o preço-alvo, o banco considerou os resultados operacionais do 4T25, novas premissas macro e ajustes de volume, especialmente em cobre. A projeção de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para 2026 foi ajustada para US$ 17,5 bilhões.
O BBI destacou que os principais riscos incluem uma possível reversão nos preços de metais, um ramp-up mais rápido do que o esperado em Simandou, maior oferta global, frustração da demanda chinesa após o feriado lunar, riscos regulatórios domésticos e menor avanço na visibilidade de crescimento em cobre.
Na cobertura de Metais e Mineração, o BBI prioriza a exposição à Aura (BDR: AURA33 ), seguida pela Vale.



