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BC prepara pagamento de clientes do Will Bank após liquidação, diz diretor

O Banco Central separou recursos para pagar os 7 milhões de clientes do Will Bank que tinham valores em contas pré-pagas da instituição liquidada este ano, conforme afirmou o diretor de Normas da autarquia, Gilneo Astolfi Vivan.

Vivan fez a declaração em um evento da Associação Brasileira dos Bancos (ABBC). Ele disse que “esse é o primeiro teste relevante das contas pré-pagas – o dinheiro está reservado lá numa conta do BC e todos os clientes vão ser ressarcidos por aqueles recursos”.

O diretor mencionou que o sistema financeiro brasileiro “tem conseguido sucesso em proteger o depósito popular, com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobrindo os depositantes do Master”, mas o processo “demorou mais do que a gente gostaria”.

Ressarcimento de clientes

Vivan destacou a dimensão do processo de ressarcimento. Ele comparou o caso do Will Bank com outros processos de liquidação: “Quanto houve as liquidações no passado, estávamos em outro nível e hoje a gente teve essa inclusão digital e temos o caso do Master, com quase 1 milhão de clientes. E no caso do Will Bank são quase 7 milhões de clientes”.

Agenda do BC para 2026 e 2027

O Banco Central incluirá na agenda de trabalhos de 2026 e 2027 a revisão de algumas regras do FGC, a definição de regras para distribuição de títulos e a discussão sobre transparência na remuneração dos intermediários do sistema financeiro. Também devem ser debatidas medidas para combater fraudes. Vivan informou que “a ideia é deixar tudo organizado em meados de março”.

Vivan observou que a liquidação do Master e do Will Bank não gerou impacto sobre os demais bancos. “Não vimos mudança relevante na captação dos bancos pequenos e médios, o que mostra que efetivamente o caso ficou circunscrito onde deveria ter ficado”, disse.

Garantia de liquidez

O BC trabalha em um plano para garantir a liquidez dos bancos de menor porte, aumentando as opções de títulos além dos papéis do Tesouro que podem ser dados em garantia em troca de linhas de liquidez em casos de emergência. Estão sendo definidos padrões para evitar uma crise de falta de recursos.

Além das debêntures, os bancos poderão entregar ao BC Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) em troca de linhas de emergência. Segundo o diretor, os bancos precisam estar preparados para aportar títulos no BC para obter as linhas em um ambiente digital, onde as crises podem ocorrer rapidamente. A proposta depende de um sistema de depósito das CCBs.

Revisão das normas

Vivan defendeu a revisão das normas de regulação do sistema financeiro, que hoje são definidas por tipo de instituição. Ele questionou: “Hoje, com evolução tecnologia, você olha um banco ou um fundo de investimento e pergunta qual diferença prática?”. Segundo ele, a regulação deveria ser feita por atividade, e não por tipo de empresa.

Ele defendeu a independência dos órgãos de fiscalização, como o BC, para que consigam cumprir seus mandatos. Vivan citou que o quadro de funcionários do BC caiu 40% desde 2005, enquanto o sistema financeiro aumentou 11 vezes.

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