O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia declarou, nesta segunda-feira, 9, que a Ucrânia ordenou a tentativa de assassinato do tenente-general Vladimir Alekseyev, com a participação da Polônia.
As autoridades russas informaram no domingo, 8, que o suspeito de atirar no vice-chefe da agência de inteligência militar da Rússia em Moscou foi detido em Dubai e entregue à Rússia. A Rússia alega que ele estava trabalhando para a Ucrânia.
O Ataque
O tenente-general Vladimir Alekseyev foi baleado na sexta-feira, 6, por um agressor em um prédio de apartamentos no noroeste de Moscou, informou a porta-voz do Comitê de Investigação, Svetlana Petrenko. O ataque ocorreu após uma série de assassinatos de oficiais militares de alta patente que a Rússia atribui à Ucrânia.
O FSB informou que Lyubomir Korba, cidadão russo, foi detido em Dubai sob suspeita de realizar o ataque a tiros. O FSB identificou também dois “cúmplices”, um detido em Moscou e outro que “foi para a Ucrânia”.
O Comitê de Investigação da Rússia afirmou, via Telegram, que Korba chegou a Moscou em dezembro “sob instruções dos serviços de inteligência ucranianos para cometer um ataque terrorista”.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse na sexta-feira que caberia às autoridades policiais conduzir a investigação, mas descreveu o incidente como um aparente “ato terrorista” da Ucrânia com o intuito de sabotar as negociações de paz.
Não houve resposta imediata de Kiev sobre as alegações russas.
O tiroteio ocorreu um dia depois de negociadores russos, ucranianos e americanos concluírem conversas em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de pôr fim ao conflito na Ucrânia, que já dura quase quatro anos. A delegação russa era liderada pelo chefe de Alekseyev, o almirante Igor Kostyukov, chefe da inteligência militar.
Alekseyev, de 64 anos, atua como primeiro vice-chefe da agência de inteligência militar da Rússia, conhecida como GRU, desde 2011.
Ele foi condecorado com a medalha de Herói da Rússia por seu papel na campanha militar de Moscou na Síria.
Desde que Moscou enviou tropas para a Ucrânia em 2022, as autoridades russas culpam Kiev por diversos assassinatos de oficiais militares e figuras públicas na Rússia. A Ucrânia reivindicou a responsabilidade por alguns deles.