O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, busca manter-se no cargo após um ano e meio no poder. A situação ocorre em meio a revelações sobre a relação entre o ex-embaixador britânico em Washington, Peter Mandelson, e o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, divulgadas em 9 de fevereiro de 2026.
No domingo, 8 de fevereiro, o chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney, deixou o cargo. O diretor de comunicações, Tim Allan, também se demitiu.
Crise política
A crise envolve a nomeação de Mandelson em 2024 para um cargo diplomático, apesar de Starmer ter conhecimento das ligações dele com Epstein. Em setembro, Starmer demitiu Mandelson após a divulgação de e-mails sobre sua amizade com Epstein. Novos documentos divulgados nos Estados Unidos intensificaram a pressão sobre Starmer.
A polícia está investigando Mandelson por possível má conduta em cargo público devido a documentos que sugerem que ele repassou informações governamentais confidenciais a Epstein há quinze anos. O crime prevê pena máxima de prisão perpétua.
McSweeney assumiu a responsabilidade pela nomeação, ao se demitir. Ele foi assessor de Starmer desde 2020. Alguns membros do partido o culpam por erros.
A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, afirmou que a posição de Starmer é insustentável. O Partido Trabalhista está atrás do partido de extrema-direita Reform UK nas pesquisas de opinião.
Em um sistema parlamentar, a liderança pode mudar sem eleições. Uma disputa ou renúncia de Starmer levaria a uma eleição para a liderança do Partido Trabalhista, e o vencedor se tornaria primeiro-ministro.
Starmer foi eleito com a promessa de acabar com o caos político, mas tem enfrentado dificuldades desde que assumiu o cargo.