O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a postura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o presidente fazer comentários sobre a eleição deste ano.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador afirmou que as declarações de Lula representam uma demonstração de ódio. A publicação ocorreu após Lula pedir “mais ousadia” dos militantes petistas.
Declarações de Lula
Em evento em Salvador, Lula disse que a base eleitoral do partido precisa ser mais “desaforada”.
“Porque eleição é lição de desaforo. E nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra”, afirmou o petista.
Na legenda do vídeo, Flávio Bolsonaro mencionou o mote da campanha petista em 2022, “o amor venceu”, e o comparou com o discurso atual. Para o senador, a fala de Lula “é resultado de um coração cheio de ódio”.
“O seu coração está cheio de ódio, e o Brasil não aguenta mais isso. Mas pode ficar tranquilo que o povo brasileiro vai te aposentar. E você pode ter certeza de que, a partir de 2027, o nosso governo não vai deixar roubarem os aposentados do INSS”, afirmou.
Em outra publicação, o senador se referiu ao PT como “Partido das Trevas” e pediu que seus eleitores se mobilizem para derrotar Lula nas eleições.
Lula cumpriu agenda na Bahia desde quinta-feira (5), quando começaram, em Salvador, os eventos que celebram os 46 anos do Partido dos Trabalhadores.
A reunião de lideranças nacionais e estaduais tem sido tratada internamente como o início da pré-campanha do presidente à reeleição.
No evento que abriu as festividades, o PT sinalizou que o ano eleitoral de 2026 terá como eixo a defesa do legado do governo, a comparação de realizações com as de opositores e a retomada de pautas ligadas ao trabalhador, como o fim da escala 6×1.
Entre as discussões, ganharam destaque a definição de nomes para candidaturas ao Senado, a estratégia da sigla nos estados — incluindo a construção da candidatura de Fernando Haddad (PT) em São Paulo — e o tom da campanha nacional.
O presidente do partido, Edinho Silva, afirmou que a orientação interna é reposicionar o PT como um “partido antissistema”.



