Um grupo de investidores da Fictor lançará, na segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, a Associação de Credores da Fictor Invest (ACFictor).
A entidade visa organizar uma resposta para defender os direitos dos credores, que buscam a cobrança de R$ 4 bilhões da empresa financeira. A associação também avaliará o processo de recuperação judicial solicitado pela Fictor.
Impacto e Credores
A nova associação informou que o caso envolve mais de 13 mil contribuintes. Desse total, 11.549 são pessoas físicas, com créditos de cerca de R$ 2,54 bilhões.
O advogado Otávio Barbuio, presidente da associação e credor, afirmou que o encerramento unilateral das Sociedades em Conta de Participação (SCPs) pela Fictor, com promessa de rentabilidade, causou a conversão forçada dos investidores em credores.
Recuperação Judicial
O pedido de recuperação judicial da Fictor foi resultado de uma crise de liquidez, após a empresa anunciar a compra do Banco Master, em conjunto com fundos dos Emirados Árabes Unidos. Após o anúncio, o Banco Central (BC) decretou a liquidação do Master, afetando a Fictor.
O advogado Carlos Deneszczuk, do escritório DASA Advogados, que coordena o processo de recuperação judicial da Fictor, informou que a empresa pretende pagar as dívidas sem descontos, com prazo de até cinco anos para os reembolsos.
A desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determinou o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões da Fictor. A medida foi tomada para preservar uma garantia em dinheiro prevista em contrato de uma operação de cartões de crédito empresariais.
Em 2024, a Fictor criou a Fictor Pay, que opera em nove estados e já movimentou R$ 2,2 bilhões.




